O país ocupa a terceira posição mundial em número de animais de estimação, com uma população estimada em 166,8 milhões. O total representa crescimento de 2,33% em relação a 2024. Os dados fazem parte do estudo Faturamento e População Pet no Mundo – 2026, elaborado pela entidade do setor. citeturn285408view0
Mais do que números expressivos, esses dados ajudam a mostrar como cães, gatos, aves e outros animais fazem parte da rotina de milhões de brasileiros. A presença dos pets nas casas gera demanda por alimentação, atendimento veterinário, medicamentos, higiene, acessórios e serviços especializados.
Cães e gatos estão entre os principais companheiros dos brasileiros
Os cães formam o maior grupo entre os animais de estimação no país. Segundo o levantamento da Abempet, o Brasil tem cerca de 62,5 milhões de cães. Na sequência aparecem as aves ornamentais, com 44,3 milhões, e os gatos, com 33,3 milhões.
A população estimada inclui ainda 23,6 milhões de peixes e 3,1 milhões de répteis e pequenos mamíferos. A diversidade mostra que o mercado pet não se limita a produtos para cães e gatos: há necessidades diferentes de alimentação, ambiente, manejo e cuidados conforme a espécie. citeturn285408view0
Os gatos também vêm registrando expansão no Brasil. De acordo com o estudo citado pela CNN Brasil, a população felina brasileira cresceu 4,5% em 2024, acima da variação mundial de 2,3% no mesmo período. O dado indica uma mudança importante para empresas que trabalham com alimentos, areia sanitária, caixas de transporte, brinquedos e atendimento veterinário voltado aos felinos. citeturn285408view0
Na prática, ter um animal em casa significa organizar uma rotina de cuidados. Um cão pode precisar de passeios, vacinação e banho periódico. Já um gato pode exigir caixas sanitárias, enriquecimento ambiental e acompanhamento preventivo. Em ambos os casos, o planejamento financeiro ajuda a garantir que as necessidades do animal sejam atendidas ao longo da vida.
Alimentação concentra mais da metade do faturamento
A alimentação é o principal segmento do mercado pet brasileiro. A projeção para 2026 é que a categoria conhecida como pet food movimente R$ 42,9 bilhões, o equivalente a 52,8% do faturamento total previsto para o setor.
O número evidencia o peso das compras recorrentes na economia pet. Diferentemente de um brinquedo ou acessório, que pode ser adquirido ocasionalmente, a ração e outros alimentos precisam ser comprados de forma contínua. O volume de gastos depende do porte, da espécie, da idade, das necessidades nutricionais e da quantidade de animais em cada residência. citeturn285408view0
A escolha do alimento também exige atenção. Preço, tamanho da embalagem e disponibilidade influenciam a decisão de compra, mas a composição e a adequação à fase da vida do animal são fatores importantes. Mudanças na dieta, especialmente quando envolvem filhotes, animais idosos ou pets com problemas de saúde, devem ser orientadas por um médico-veterinário.
O segmento não se resume às rações tradicionais. Há alimentos úmidos, produtos específicos para determinadas fases da vida e dietas desenvolvidas para necessidades particulares. A variedade amplia as opções disponíveis aos tutores, mas também reforça a importância de avaliar o que realmente é indicado para cada animal.
Serviços veterinários e produtos especializados movimentam bilhões
Além da alimentação, os cuidados com a saúde representam uma parte importante do mercado. A projeção para 2026 é de R$ 8,6 bilhões em faturamento no segmento de produtos veterinários, chamado de pet vet.
A venda de animais também aparece entre as categorias de maior receita, com estimativa de R$ 8,9 bilhões no ano. Esses números ajudam a dimensionar a variedade de atividades econômicas relacionadas ao setor, que inclui indústria, comércio e prestação de serviços. citeturn285408view0
Consultas, exames, vacinação, procedimentos cirúrgicos e tratamentos fazem parte das despesas que podem surgir durante a vida de um pet. Algumas são previsíveis, como as consultas preventivas, enquanto outras aparecem diante de acidentes ou doenças.
Por isso, o planejamento financeiro não deve considerar apenas a compra inicial do animal ou os gastos mensais com alimentação. Uma reserva para despesas veterinárias inesperadas pode ajudar a lidar com situações emergenciais sem comprometer outros compromissos da família.
A prevenção também tem papel importante. Manter a vacinação em dia, observar mudanças de comportamento e procurar atendimento quando surgem sinais persistentes de desconforto são atitudes que contribuem para o acompanhamento da saúde do animal.
Pequenos e médios pet shops têm participação importante
O mercado brasileiro reúne desde grandes redes de lojas até estabelecimentos de bairro, clínicas, hospitais veterinários e plataformas digitais. Segundo a projeção divulgada pela Abempet, pequenos e médios pet shops concentram cerca de 48% do faturamento, equivalente a aproximadamente R$ 39 bilhões.
Clínicas e hospitais veterinários aparecem na sequência entre os canais de acesso ao mercado, com previsão de R$ 14 bilhões, ou 17,3% do total. O comércio eletrônico, o varejo alimentar, as megastores e outros serviços também fazem parte desse cenário. citeturn285408view0
A presença de lojas menores é relevante para a rotina dos consumidores. Em muitos bairros, o pet shop próximo de casa oferece conveniência para comprar ração, produtos de higiene e acessórios sem precisar percorrer grandes distâncias. Alguns estabelecimentos também trabalham com banho e tosa ou mantêm parcerias com profissionais veterinários.
Já as compras pela internet ampliam a possibilidade de comparar marcas, preços e tamanhos de embalagem. Ao mesmo tempo, o consumidor precisa observar o prazo de entrega, a procedência do vendedor e as condições de armazenamento, especialmente quando compra alimentos e produtos que exigem cuidados específicos.
Para os negócios, a concorrência envolve preço, variedade, atendimento e confiança. O relacionamento com os clientes e a orientação responsável sobre os produtos podem fazer parte da experiência de compra, desde que não substituam a avaliação de profissionais de saúde animal quando ela for necessária.
Setor cresce, mas enfrenta pressão de custos
A projeção de R$ 81 bilhões para 2026 representa uma alta nominal de 4,35% em relação ao faturamento de 2025. Entretanto, o aumento da receita não significa necessariamente que todas as empresas estejam vendendo mais em volume ou ampliando suas margens.
A inflação, o câmbio e o ritmo do consumo estão entre os fatores que afetam o setor. A valorização do dólar pode pressionar os custos de ingredientes usados na fabricação de alimentos para animais, segundo a Abempet. A entidade também aponta a carga tributária como um dos desafios enfrentados pelas empresas. citeturn285408view0
Para quem tem um pet, a pressão de custos pode aparecer no valor da ração, dos medicamentos e dos serviços. Diante disso, comparar preços e organizar as compras pode ajudar no orçamento, mas substituir produtos sem avaliar sua adequação pode não ser uma boa decisão.
Uma alternativa é planejar as despesas mensais, acompanhar o consumo de alimento e pesquisar condições de compra em estabelecimentos confiáveis. Produtos veterinários, por sua vez, devem ser utilizados conforme a indicação profissional, sem substituições feitas apenas com base no preço.
O desafio é equilibrar o orçamento doméstico com os cuidados necessários. Economizar não deve significar deixar de oferecer alimentação adequada, vacinação, higiene ou atendimento quando o animal precisa.
Exportações também fazem parte do mercado pet
A dimensão do setor brasileiro ultrapassa o consumo interno. No primeiro semestre de 2026, as exportações de produtos pet cresceram 12%, segundo os dados divulgados pela Abempet. A maior parte dos itens exportados pertence ao segmento de alimentação animal, que respondeu por 89% do total informado.
Áustria, Estados Unidos e China concentraram cerca de 70% do valor das exportações do setor no período mencionado no levantamento. O desempenho mostra que a indústria nacional também participa do comércio internacional de produtos para animais de estimação. citeturn285408view0
A atividade envolve diferentes etapas, como produção de matérias-primas, fabricação, embalagem, logística, distribuição e venda. Assim, o mercado pet tem impacto econômico que vai além do atendimento direto aos tutores, criando demanda para fornecedores e trabalhadores de várias áreas.
Ter um pet exige carinho, planejamento e responsabilidade
A população de 166,8 milhões de animais e a projeção de R$ 81 bilhões em faturamento mostram a dimensão do mercado pet brasileiro. Mas, para além da movimentação financeira, o crescimento do setor acompanha uma realidade cotidiana: milhões de famílias precisam organizar tempo, espaço e recursos para cuidar dos animais.
Antes de adotar ou comprar um pet, é importante avaliar as condições da casa, a disponibilidade para os cuidados diários e os custos que podem surgir ao longo dos anos. Alimentação, vacinas, consultas, higiene e eventuais tratamentos devem entrar nessa conta.
Para quem já tem um animal, acompanhar as despesas e priorizar cuidados preventivos pode contribuir para uma rotina mais organizada. Cada espécie tem necessidades próprias, e a orientação de profissionais qualificados ajuda a tomar decisões adequadas.
O mercado pet brasileiro reúne indústria, comércio, serviços e milhões de consumidores. Seu tamanho revela a importância econômica do segmento, enquanto a responsabilidade com os animais continua sendo o ponto central dessa relação.
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