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Liceu Cordolino Ambrósio segue em obras e retorno dos alunos ainda não tem data definida

Reforma do Liceu Cordolino Ambrósio, em Petrópolis, segue em andamento e escola ainda não tem data definida para voltar ao prédio original.
Uma das escolas mais tradicionais da rede municipal de Petrópolis continua sem uma data definida para voltar a funcionar em seu prédio original. O Liceu Municipal Prefeito Cordolino Ambrósio, no Centro, passa por uma reforma iniciada em 2023, mas ainda tem etapas importantes pela frente.

O prazo de 365 dias concedido pela Prefeitura para a conclusão da intervenção está próximo do fim. O período adicional começou em 8 de dezembro de 2025, após um aditivo contratual que prorrogou o cronograma da obra. Mesmo com o encerramento desse prazo se aproximando, a Secretaria de Educação informou que os estudantes continuarão no imóvel provisório até que os serviços sejam concluídos.

A situação chama atenção principalmente porque o Liceu atende cerca de 700 estudantes do ensino fundamental II e do ensino médio. Enquanto o prédio da Rua Dr. Oscar Weinschenck permanece em obras, as aulas são realizadas em um imóvel alugado na Rua Montecaseros, também na região central da cidade.

Uma reforma que começou com previsão de dez meses

A intervenção no Liceu teve início em 2023 e foi contratada por aproximadamente R$ 4 milhões.

Quando a obra começou, a previsão era que os serviços fossem concluídos em cerca de dez meses. Com esse cronograma inicial, a expectativa era de que a escola pudesse voltar a receber os estudantes em 2024.

O prazo, porém, não foi cumprido.

Em dezembro de 2025, um novo aditivo estendeu o período para execução dos serviços por mais 365 dias. O documento passou a considerar como novo período contratual a partir de 8 de dezembro daquele ano.

O histórico mostra que a reforma acabou se tornando uma intervenção muito mais longa do que o inicialmente previsto.

E o problema não é apenas a duração da obra. Enquanto ela não termina, toda a estrutura escolar precisa continuar funcionando em outro endereço.

O que ainda está sendo feito no prédio

De acordo com a Prefeitura, uma parte dos serviços já foi concluída.

Entre os trabalhos realizados estão a substituição do telhado do segundo e terceiro pavimentos, a instalação da estrutura da rampa de acesso para pessoas com deficiência, a impermeabilização do pátio e intervenções nos pisos das salas de aula.

Também foram executados serviços nas instalações hidrossanitárias de banheiros, cozinha e refeitório, além da instalação do Sistema de Proteção contra Descargas Atmosféricas, conhecido como para-raios.

Isso significa que a obra não está parada.

O ponto central da discussão é que ainda existem diversas etapas necessárias antes da entrega definitiva do prédio.

Entre os serviços em andamento estão instalações elétricas, esquadrias, estrutura e cobertura da rampa, forros e intervenções em paredes, tetos e estruturas de madeira.

Ainda estão previstas outras intervenções, como cobertura de áreas da escola, pavimentação, instalação de aparelhos de ar-condicionado, sistema de combate a incêndio e pânico, impermeabilização, pintura e colocação de louças e metais.

Por que uma obra escolar demora tanto para terminar?

Obras em escolas podem envolver uma série de etapas que vão muito além de uma simples pintura ou troca de revestimento.

No caso do Liceu, o cronograma inclui serviços elétricos, hidráulicos, acessibilidade, cobertura, segurança contra incêndio, climatização, pavimentação e acabamento.

Cada uma dessas áreas depende de materiais, mão de obra, execução, fiscalização e aprovação das etapas realizadas.

Além disso, quando uma reforma envolve um prédio que continuará sendo utilizado por centenas de alunos, a entrega precisa considerar condições adequadas de segurança e funcionamento.

Por isso, não seria correto considerar a conclusão apenas a partir da aparência do prédio.

Uma escola pode estar visualmente próxima de ficar pronta e ainda depender de instalações essenciais antes de receber novamente estudantes e funcionários.

É justamente por isso que a data de retorno precisa estar relacionada à conclusão efetiva dos serviços e às condições necessárias para o funcionamento da unidade.

Enquanto isso, alunos permanecem em outro endereço

A consequência mais concreta da demora é sentida diariamente pelos estudantes.

Os cerca de 700 alunos do Liceu foram transferidos para um imóvel na Rua Montecaseros durante o período de reforma. O espaço foi alugado pela Prefeitura para garantir a continuidade das aulas enquanto o prédio original permanecesse interditado para as intervenções.

O contrato de locação tinha valor mensal de aproximadamente R$ 31 mil, segundo informações anteriores divulgadas sobre o imóvel.

A situação chegou a gerar uma disputa judicial envolvendo o pagamento do aluguel.

No início de 2026, houve uma ação de despejo relacionada ao imóvel utilizado pelos alunos. Segundo informações publicadas pela Tribuna de Petrópolis, o pedido foi negado pela 4ª Vara Cível de Petrópolis.

Apesar da questão judicial, a unidade provisória continua sendo utilizada para garantir a manutenção das aulas.

A mudança de endereço interfere na rotina escolar

Quando uma escola muda temporariamente de prédio, não muda apenas o local onde o aluno assiste à aula.

A rotina envolve transporte, horários, circulação, utilização de salas, atividades complementares e adaptação de professores e estudantes ao espaço disponível.

Uma escola também possui uma identidade construída ao longo de anos.

O Liceu Municipal Cordolino Ambrósio tem endereço próprio, história e uma estrutura pensada para atender sua comunidade escolar. A permanência prolongada em outro imóvel significa que essa comunidade precisa continuar se adaptando a uma situação que originalmente deveria ser temporária.

Por isso, o prazo de uma reforma escolar não é apenas uma questão administrativa.

Ele influencia diretamente a vida de estudantes, professores, funcionários e famílias.

A escola continua recebendo atenção sobre seu futuro

Enquanto a reforma segue, também surgem discussões sobre novas possibilidades para o Liceu.

Em maio de 2026, a Câmara Municipal de Petrópolis aprovou uma indicação legislativa propondo a criação de um curso técnico profissionalizante em Tecnologia da Informação junto ao ensino médio da instituição.

A proposta foi apresentada com o argumento de ampliar a formação profissional dos estudantes e aproximar a escola de uma área relacionada ao setor de tecnologia e inovação.

A indicação, entretanto, é uma proposta legislativa e não significa que o curso tenha sido efetivamente implantado.

O episódio mostra, porém, que o futuro do Liceu envolve uma discussão maior do que simplesmente concluir a reforma.

A escola também está inserida em debates sobre formação dos jovens, qualificação profissional e necessidades do mercado de trabalho.

O que falta para a reabertura?

A principal pergunta para estudantes e famílias continua sendo simples: quando será possível voltar para o prédio original?

Até o momento, a Prefeitura não apresentou uma data definitiva para a reabertura.

A Secretaria de Educação informou que os alunos permanecerão no imóvel da Rua Montecaseros até o fim das obras.

A resposta é importante porque permite que famílias e profissionais da escola organizem a rotina com maior previsibilidade.

Uma previsão de conclusão também ajuda a comunidade escolar a entender em que estágio está a obra e quais etapas ainda precisam ser vencidas.

Por enquanto, o que existe é um prazo contratual que se aproxima do fim e uma série de serviços ainda em execução.

Uma obra que ultrapassou o cronograma inicial

O caso do Liceu Cordolino Ambrósio mostra como uma obra pública pode produzir efeitos muito além do canteiro de obras.

A reforma começou com previsão de aproximadamente dez meses, mas o prédio permanece sem funcionamento escolar mais de três anos depois do início das intervenções.

O contrato precisou ser prorrogado e os alunos continuam utilizando uma estrutura provisória.

Ao mesmo tempo, a Prefeitura afirma que diferentes etapas já foram executadas e que outros serviços seguem em andamento.

O próximo passo será concluir as intervenções restantes e garantir que o prédio tenha condições de receber novamente os estudantes.

Até que isso aconteça, a comunidade escolar continuará acompanhando o andamento da reforma sem uma data oficial definida para o retorno.

Mais do que a conclusão de uma obra física, a reabertura representa a possibilidade de recuperar a rotina de uma escola que há anos funciona fora de seu endereço tradicional.

Para as famílias, portanto, a expectativa não está apenas na entrega de um prédio reformado. Está na volta à normalidade de uma comunidade escolar que espera novamente ocupar seu próprio espaço.

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