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O Vasco já investiu quase R$ 200 milhões em jogadores do setor ofensivo nos últimos dois anos, mas ainda não conseguiu encontrar o atacante capaz de solucionar a crise de gols da equipe.
Desde que Pedrinho assumiu o controle da SAF, o clube contratou 12 jogadores para o ataque. Apesar do investimento elevado, poucos conseguiram se firmar como protagonistas. O problema voltou a ficar evidente após a derrota por 3 a 0 para o Santos.
Vasco tem o pior ataque do Brasileirão
A dificuldade para marcar gols aparece diretamente nos números.
O Vasco balançou as redes apenas 23 vezes no Campeonato Brasileiro, mesmo número de Chapecoense e Internacional, e tem atualmente o pior ataque da competição.
A equipe também chega ao momento atual sem marcar há três partidas.
Contra o Santos, o time criou oportunidades, mas novamente teve dificuldades para transformar as chances em gols.
Investimento não trouxe o retorno esperado
A lista de contratações mostra a dimensão do investimento.
Entre os jogadores contratados pela gestão Pedrinho estão Maxime Domínguez, Jean David, Garré, Nuno Moreira, Loide Augusto, Andrés Gómez, Marino Hinestroza, Spinelli, Brenner e Facundo Colidio, além de Emerson Rodríguez e Alex Teixeira.
Segundo o levantamento do ge, os valores envolvidos nas negociações chegam perto de R$ 200 milhões.
Em 2025, por exemplo, Garré, Nuno Moreira e Loide Augusto custaram juntos 7,5 milhões de euros. Entre os três, apenas Nuno conseguiu se consolidar como titular absoluto.
Andrés Gómez também é apontado como um dos casos de maior sucesso, mas ainda apresenta números modestos de finalização: são seis gols em 57 partidas pelo Vasco.
Saída de Vegetti e Rayan agravou o problema
A crise ofensiva ganhou força em 2026 após as saídas de Vegetti e Rayan, que juntos marcaram 47 gols pelo Vasco em 2025.
Para compensar as perdas, o clube voltou a investir no ataque.
Brenner, Marino Hinestroza e Spinelli foram contratados por valores que, somados, chegam a cerca de R$ 66 milhões. Nenhum dos três, porém, conseguiu se estabelecer como titular no primeiro semestre.
Brenner ainda sofreu uma lesão, aumentando a necessidade de encontrar uma nova opção para o comando do ataque.
Clube continua procurando um centroavante
A posição de camisa 9 passou a ser uma prioridade para a diretoria.
O Vasco também contratou Facundo Colidio, que pode atuar como centroavante, mas apresenta melhor desempenho fora da área.
O clube avalia novas opções no mercado, porém enfrenta limitações financeiras. Um dos nomes negociados é o equatoriano John Mercado, do Sparta Praga.
O Vasco chegou a apresentar uma proposta de aproximadamente 7 milhões de euros, cerca de R$ 42,3 milhões na cotação atual, mas a oferta foi recusada. As negociações continuam.
Análise do Editor
O problema do Vasco não parece ser apenas a falta de investimento.
O clube colocou dinheiro no setor ofensivo, mas ainda não encontrou regularidade, planejamento e um atacante capaz de transformar chances em gols.
A saída de Vegetti e Rayan retirou uma produção ofensiva importante, e as contratações feitas posteriormente não conseguiram preencher esse espaço.
Agora, a diretoria está diante de uma situação delicada: gastar novamente para tentar encontrar o camisa 9 ou trabalhar com as opções disponíveis.
A declaração de Pedro Emanuel resume o desafio: não adianta contratar por contratar.
Depois de quase R$ 200 milhões investidos no ataque, o Vasco precisa encontrar qualidade — e não apenas quantidade.
Por Bertoloti
Fundador e Editor Responsável
Publicado em: 18 de agosto de 2026
Última atualização: 18 de agosto de 2026
Temas desta matéria:
Vasco da Gama • Pedrinho • Ataque • Brasileirão • Mercado da Bola • Futebol