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A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) promoveu nesta segunda-feira (10), na Usina Presidente Vargas (UPV), em Volta Redonda, o II Seminário de Meio Ambiente. O encontro reuniu especialistas, empresas, representantes do poder público e profissionais da indústria para discutir gestão de resíduos e economia circular.
Debate reúne indústria e poder público
A programação contou com representantes do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), das Secretarias Municipais de Meio Ambiente de Volta Redonda e Barra do Piraí e de uma empresa do setor de papel instalada em Piraí.
Entre os assuntos discutidos estiveram iniciativas de compostagem, gestão de resíduos, valorização de materiais, tecnologias para tratamento e destinação adequada e tendências do setor no Brasil.
Economia circular ganha espaço
Um dos participantes foi Fabricio Soler, especialista em economia circular e gestão de resíduos, que destacou a importância da aproximação entre empresas, trabalhadores e poder público.
A proposta é ampliar o reaproveitamento de materiais, reduzir a pressão sobre recursos naturais e estimular modelos de produção mais sustentáveis.
Para Volta Redonda, cidade diretamente ligada à atividade industrial, o debate tem relevância especial. A gestão de resíduos deixou de ser apenas uma questão ambiental e passou a envolver também eficiência, inovação e competitividade.
Sustentabilidade como estratégia industrial
O seminário faz parte das ações de educação ambiental desenvolvidas pela CSN e também discutiu os possíveis impactos econômicos e sociais da gestão adequada dos resíduos.
A própria CSN informa que sua Usina Presidente Vargas possui sistema de gestão ambiental certificado pela ISO 14001, dentro de um programa corporativo de gestão ambiental.
Análise do Editor
O ponto mais interessante do encontro é justamente a participação conjunta de indústria, governo e especialistas.
Para uma cidade como Volta Redonda, onde a indústria tem peso histórico e econômico, discutir resíduos significa também discutir o futuro da própria atividade industrial. Quanto mais materiais puderem ser reaproveitados, tratados ou reinseridos na cadeia produtiva, menor tende a ser o desperdício.
Mas o desafio está em transformar seminários e debates em resultados concretos. Economia circular precisa sair do discurso e chegar à operação, com metas, investimentos, fiscalização e acompanhamento dos resultados.
O encontro da CSN mostra que o tema ganhou espaço na agenda regional. O próximo passo será medir quanto dessas discussões efetivamente se transforma em práticas permanentes.
Por Bertoloti
Fundador e Editor Responsável
Publicado em: 10 de agosto de 2026
Última atualização: 10 de agosto de 2026
Temas desta matéria:
Volta Redonda • CSN • Meio Ambiente • Gestão de Resíduos • Economia Circular • Sustentabilidade