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Alemanha registra quase 10 mil mortes relacionadas ao calor e reforça alerta para eventos climáticos extremos

Painel em Berlim indica uma temperatura de 41 graus Celsius durante a onda de calor que atinge a Europa no sábado (27)  • Axel Schmidt / Reuters

🕒 Tempo de leitura: 3 minutos

A Alemanha registrou uma estimativa de 9.800 mortes relacionadas ao calor desde o início de 2026, segundo dados divulgados pelo Instituto Robert Koch (RKI), principal órgão de saúde pública do país. O levantamento foi apresentado em meio a uma nova onda de calor que deve levar os termômetros a superar os 40°C em diversas regiões alemãs nos próximos dias.

De acordo com o RKI, a maior parte das mortes ocorreu entre pessoas com 75 anos ou mais, grupo considerado mais vulnerável aos efeitos das temperaturas extremas. O instituto também observou que a mortalidade aumenta significativamente durante semanas em que a temperatura média permanece acima dos 20°C.

Idosos continuam sendo os mais vulneráveis

O relatório destaca que o calor intenso pode provocar desidratação, insolação e agravar doenças cardiovasculares e respiratórias, principalmente entre idosos e pessoas com doenças crônicas. Por esse motivo, autoridades de saúde reforçam a importância da hidratação constante, da permanência em ambientes frescos e da redução da exposição ao sol nos horários mais quentes do dia.

Especialistas também alertam que as ondas de calor tendem a produzir impactos acumulativos, elevando o número de internações e óbitos à medida que os períodos de temperaturas elevadas se prolongam.

Europa enfrenta sucessivas ondas de calor

A Alemanha não é o único país afetado. Nas últimas semanas, diversos países europeus registraram temperaturas recordes e aumento da mortalidade associada ao calor extremo. Estudos recentes apontam milhares de mortes em excesso durante os episódios mais intensos registrados no continente neste verão.

As autoridades alemãs afirmam que continuarão monitorando os impactos das altas temperaturas e recomendam que estados e municípios reforcem seus planos de proteção à população durante novos episódios de calor intenso.

Análise do Editor

O levantamento divulgado pelo Instituto Robert Koch evidencia que o calor extremo deixou de ser apenas um desconforto climático para se tornar uma questão de saúde pública. À medida que as ondas de calor se tornam mais frequentes e intensas, cresce a necessidade de políticas voltadas à proteção dos grupos mais vulneráveis.

Os números registrados na Alemanha servem como alerta para outros países, inclusive o Brasil. Investimentos em sistemas de alerta, planejamento urbano e campanhas de conscientização podem reduzir significativamente os impactos das temperaturas extremas sobre a população.


Por Bertoloti
Fundador e Editor Responsável

Publicado em: 31 de julho de 2026
Última atualização: 31 de julho de 2026

Temas desta matéria:
Alemanha • Onda de Calor • Mudanças Climáticas • Saúde Pública • Europa


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